Água Termal

Água Termal

O uso de águas termais com fins terapêuticos teve início na Grécia, onde banhos associados a massagens se tornaram uma tradição com o objetivo de desintoxicar o organismo. No século XIX, o termalismo ganhou projeção e em 2006, o termalismo social e a crenoterapia foram reconhecidos como práticas integrativas e complementares.

As águas termais têm sua origem na água da chuva que ao penetrar no solo é purificada, e após décadas se torna enriquecida por minerais como magnésio, cálcio, zinco, selênio e ferro, contidos nas rochas e que emergem à superfície ou são extraídas sob a forma de fonte com temperaturas que podem variar de 35°C a 54°C.

O uso de água termal na estética ocorre de duas maneiras, como matéria-prima na elaboração das formulações cosméticas, ou utilização in natura acondicionada em embalagens do tipo spray.
Devido ao alto teor de minerais e oligoelementos e possui propriedades hidratantes, antioxidantes, cicatrizantes, anti-inflamatória, suavizante, regeneradora e nutritiva.

No inverno, em decorrência da baixa umidade do ar e da menor atividade das glândulas sudoríparas e sebáceas, o uso de águas termais evita o ressecamento da pele, além de revitalizá-la graças ao seu poder regenerador, nutritivo e antioxidante.

Sua indicação é fundamental no verão para o alívio do calor e das possíveis queimaduras solares que ocorrem por causa do excesso de exposição solar, atuando no combate à formação dos radicais livres e na hidratação.

Não existem contraindicações para o uso de águas termais in natura, podendo ser utilizada até em assaduras de bebês e em todos os tipos e subclassificações de pele, como coadjuvante em todos os tipos de tratamento.

Fonte:
Cosmetologia: descomplicando os princípios ativos/ Gomes Rosaline Kelly, Marlene Gabriel Damasio. – 4 ed. – São Paulo: Livraria Médica Paulista Editora, 2013